Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Sexta-feira a noite: Um bom dia para sair com a linda namorada ou quem sabe ir pra casa dela, para a famosa 'sessão cinema em casa de sexta a noite'. E entre beijinhos e carinhos de um recém-casal enamorado, a famosa chuva de verão do Norte do Brasil cai lá fora e se esvai pela janela afora, deixando o ambiente mais aconchegante e romântico. Uma boa não é? No meu caso, NÃO! Não é nada bom.

A tão famosa chuva de verão do norte do Brasil levou junto consigo, bueiro abaixo, todos os projetos da tão sonhada 'sessão cinema em casa de sexta a noite na casa da amada'. Quem conhece algum motoqueiro sabe muito bem que não tem nada que um deles deteste mais do que encharcar a carcaça em uma dia de chuva. A chuva é ótima em diversas situações, como para embalar uma noite na fazenda ao som dos grilos, sapos e cigarras, ou quando o calor está insurpotável e a umidade relativa do ar -10% (onde a gente não pode sequer abrir a boca para não desidratar), ou até mesmo para lembrar um daqules banhos de chuva dos tempos de criança, enfim a chuva é um fenômeno da natureza 'felomenal', a não ser quando estamos em cima de uma moto. Não tem coisa pior. Ainda mais se o cidadão não tiver uma capa de chuva, como é o meu caso.

Inconformado por ter de ficar em casa, e depois de um telefonema justificativo para a namorada compreensiva, o motoqueiro inconsolável resolve pedir comida, isso mesmo, delivery, pra ser mais específico, BOB'S DELIVERY! (E neste caso é conveniente citar o nome). Telefone em mãos e lá vou eu para a minha aventura (ou desventura!)!

- Boa Noite! Você ligou para o Bob's (não! mentira?). Para quaisquer informações sobre nossa empresa ou nossas lojas,tecle 1. Para utilizar o Bob's Delivery, tecle 2.

- 2. Teclei.

- Tu tu tu...

Dedo no redial, e rediscagem. Novamente a gravação com aquela voz meio traveco carioca, enferniza minha noite. Número 2 teclado e enfim, uma esperança do pedido.

- Bob's Delivery! Boa Noite, Marcelo falando.

- Boa Noite, Marcelo! Eu quero fazer um pedido.

- O senhor ja tem cadastro?

- Não! E precisa?

- Sim, senhor. Qual é o ddd?

- 91

- E o seu telefone convencional?

- 3269-xxxx

- Primeiro nome.

- Raphael, com PH!

- Último nome.

- Pacheco.

- Endereço, senhor.

- Av. Funalo de Tal. (Vácuo). Pronto?

- Ainda não, senhor. Tô procurando aqui, senhor. É Belém né? (Vácuo de novo). Qual o número?

- 71. Fica na Passagem Careca do Tijuca.

- Mas o número é 71, não é, senhor? Cremação?

- ÉÉÉ!!!

A raiva da frustração de não estar com minha garota me subiu pelas ventas...É preciso tudo isso só pra pedir um sanduíche que nunca é do tamanho que a gente imagina e que ainda vem com aquele picles insuportável? Me controlei e mantive a aparente calma, quando sou surpreendido com:

- Senhor, não fazemos entrega nesta área!

O que? Como assim? Eu fiquei igual a uma besta respondendo a todas estas perguntas idiotas pra nada? Não era mais fácil pedir logo o endereço e me comunicar que não faziam entrega no meu 'nobre' bairro, e não me fazer perder tempo e paciência (que já está curta esta noite)?

Eu até que quis dizer tudo isso, mas me contive com um "Ahh não?! (Irônico) Então obrigado!".

E a noite tão esperada terminou em Raphael e a TV + ovos mexidos com queijo e chá mate gelado com limão.

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008


Enquanto isso na Exposição de Arte Pós-Moderna:

Bela escultura, não?


— Belíssima. As bolsas agrupadas de forma desordenada, como uma metáfora da solidão e do hedonismo contemporâneos. Uma crítica à sociedade de massas, sem dúvida, com a cor forte da madeira representando o Estado em sua…

Bolsas? Madeira? Mas, pra onde é que tu tá olhando, afinal?

— Pra escultura, ora essa! Ó lá: a luz artificial de uma sociedade fria e mecanizada incide sobre as individualidades destroçadas pela modernidade tardia, os casacos sem corpos significando a ausência do espírito ante a dura materialidade da…

Pô, mas tu tá olhando pro cabide!

— Ahn?

Aquilo ali é um simples cabide, pra colocar as roupas, rapaz! Não faz parte da exposição. A escultura é essa aqui, olha aí.

— Qual? Aquela ali ao lado da geladeira quebrada com um pingüim em cima?

Não! É a própria geladeira quebrada com o pingüim em cima!

— Ah…

Não é incrível como o artista consegue passar a sensação de impotência diante de uma realidade que nos… Ei, ei! Que é que tu ta fazendo? Não toca aí, rapaz!

— Ué, não posso pegar um bombom?

Pô, Benevides, isso daí é uma instalação! Tu comeu um pedaço da instalação, rapá!

— Nhammm… Foi maus! Nham… Como é que eu ia saber?… Nham… nham… Os bombons tavam na cristaleira e…

Deixa de ser bárbaro, rapaz! Te trouxe aqui pra tu tomar um banho de cultura e tu me apronta uma dessas. Tu não disse que queria impressionar aquela publicitária com quem tu tá saindo? Pois então? Coloca a mão nos bolsos! Isso, mão nos bolsos! Tu precisa conformar teu olhar à beleza, Benevides. Sacar as curvas, o jogo de formas, as nuances, cara, as nuances. Tá ligado?

— Só um minuto. Olha lá o nuanção daquela morena de saia, ali, atrás da pilastra, entre o pára-lama de Fusca e a pirâmide de Comandos em Ação.

Tu tá de brincadeira comigo, Benevides?

— Pô, cara, o negócio é o seguinte: será que eles não têm um Rafael, um Rembrandt, Frans Hals, Rubens? Qualquer flamengo serve ou, quem sabe, mesmo um Pavel Fedotovzinho…

Tu és um visigodo, rapaz. Deixa de ser obtuso. Isso daqui é arte pós-moderna, mermão. Esses teus pintores tão ultrapassados, não falam da sensibilidade contempo… puta que o pariu, Benevides! Tu jogou a guimba do cigarro dentro da mão de Krishna, rapaz!

— Mãe de quem?

Mão! Mão de Krishna, o deus hindu!

— Mas isso daqui não é um cinzeiro?

Cinzeiro é o cacete, Benevides! Não tá vendo que isso daí é arte, bicho? Tu não saca Duchamp, rapaz? Arte é o que a gente chama de arte, pô!
— Calma, calma! Não vai voltar a acontecer. Vou fazer uma arte, digo, vou fazer uma obra, enfim, vou ali no banheiro e volto já. Te acalma. Güentaí. Juro. Eu vou me comportar. (sai)

É cada uma. As coisas que a gente tem que aturar. Eu trago esse infeliz aqui pra beber da verdadeira arte e, quando vai ver, o camarada… Ahn? Mas, o que é aquilo? Ai, meu Deus do céu. Vou-me embora, alguém me esconda. Não posso acreditar… Socorro, o Benevides tá fazendo cocô dentro do penico do Duchamp!

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

São Paulo - Voltar a ser solteiro não é tão simples quanto parece. Retomar velhas amizades - ou fazer novos amigos -, descobrir o local da azaração e se aproximar de uma mulher são as novas dificuldades do recém-solteiro. E, ao contrário do que parece, os homens têm mais dificuldades para se adaptarem ao novo estado civil.

"As mulheres costumam ter mais amigos íntimos e familiares para se abrirem. Os homens tendem a confiar apenas em suas mulheres e, quando se divorciam, se sentem perdidos em não ter com quem conversarem", conta a psicóloga americana Laurie Helgoe.

Esquecer traumas, adaptar-se à nova realidade e saber o que dizer na "hora H" são algumas das dicas da especialista. Com a experiência de personal trainer amorosa, Laurie escreveu o livro "De Volta ao Mercado - reaprendendo a namorar depois da separação" para quem acabou de terminar um longo relacionamento e se vê perdido no mundo dos solteiros.

O terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Junior concorda que são muitas as dificuldades a serem superadas. Ele explica que a mudança no estado civil é uma mudança de identidade social complexa. "Isso depende de tempo e de assimilação por si próprio e pelos outros à volta, que nem sempre facilitam o processo." Para quem pensa em casar logo: a readaptação é mais fácil para quem tem experiência como solteiro.

Laurie Helgoe dá quatro dicas para quem saiu traumatizado de um relacionamento: conversar com amigos sobre a tristeza e, em caso de depressão, consultar um psicanalista; se valorizar e não aumentar o sofrimento; desenvolver a auto-estima - seja relembrando os sucessos amorosos do passado, renovando o guarda roupa, indo à academia; e, por último, se divertir quando for a um encontro.

Experiência

Laurie conta que a maior dificuldade para quem saiu de um relacionamento é esquecer o passado e se abrir para o novo. "As pessoas tendem a pensar que as coisas vão acontecer da mesma forma que antes. Vale destacar que é muito importante aprender com o passado, ver o que não funcionou no relacionamento e como você pode evitar que ocorra novamente."


Fonte: Uol Ciência e Saúde


Terça-feira, 5 de Agosto de 2008


Sábado, 2 de Agosto de 2008

Onze anos, o ensaio de uma vida, dentes apodrecidos pela falta do cuidado necessário, uma garota inocente rejeitada pelos pais, criada pelos avós, mimada, apesar de humildes. As experiências traumatizantes em sua tão curta existência eram as justificativas para a julgarem como uma menina não normal, ou anormal. Mas às vezes suas atitudes comprovavam o julgamento. Realmente, ela não parecia normal.

O inverno se aproximava - naquele ano e em como todos os outros e neste também - e com ele as noites frias. As estrelas no céu brilhavam, e as ‘estrelas’ brasileiras, ao comando de um trapalhão bem sucedido cantam, dançam ou fazem o que sabem (às vezes, nada) em favor de um futuro decente e próspero para o futuro e a esperança de um país: As crianças.

A campanha massificante alcança seus esperados resultados, uma vez que até o mendigo desdentado e miserável, morador de rua, pega um telefone emprestado e liga, ‘fazendo sua parte para mudar a história de milhares de crianças’. E o seu futuro? E ele lá sabe o que é futuro?

A menina, até hoje nada normal, foi então abiscoitada* pelo Aragão e pelos reluzentes astros globais da televisão brasileira, e fez sua parte, ou melhor, não. Num ímpeto de coragem, bravura e desconhecimento pegou o telefone, seguiu os passos, e discou os números, induzida pela telinha. Todos os valores foram discados, desde o menor até o mais parrudo, e a satisfação tomou conta de seu ser. Pensava ela que em poucos dias sua vida mudaria, pois o que não eram quase sessenta reais nas mãos de uma criança?

Ao final do mês a conta telefônica chegou e com ela o arrombo dos quase sessenta reais. Todos foram colocados contra a parede.

“Fui eu!”, gritou ela. “O que você tava pensando? Porque fez isso?” indagaram os avós embravecidos. “O dinheiro não vêm pra gente? Eu pensava que vinha pra gente, por isso liguei!” disse a menina entristecida.

Como previsto, sua vida nunca mais foi a mesma, pois ainda hoje é lembrada como a menina Criança Esperança.


*Abiscoitar = Alcançar

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Agradeço à Haydée, do blog Os Segredos de Haydée, pelo selo, que não é só um simples selo, mas um selo-meme...

O prêmio vem acompanhado do seguintes memes:


1. Postar três videos que achar mais interessante.
Lá vai:

"E se eu estivesse lá?" - Tourniquet
Porque Ele Levou sobre si as nossas doenças e dores, foi moído por nossas trangressões e pecados.(...) O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e por Suas pisaduras fomos sarados.(Isaías 53: 4 e 5)



Violet Hill - Coldplay
Essa música tem sido trilha sonora e uma constante na minha vida neste último mês, onde muitas boas aconteceram...



Raphael - Carla Bruni
Porque não existe nome mais lindo e inspirador nesse mundo não é?



2. Pegar o livro mais próximo com mais de 161 páginas, abrir o livro na pagina 161, na referida pagina procurar a 5ª frase completa e transcrever para seu blog, na íntegra, a frase encontrada.

O livro é 'Cem Anos de Solidão' do Gabriel García Marquez, e a frase foi esta:

"Chegou na calada, sem escolta, embrulhado numa manta apesar do calor, e com três amantes que instalou numa mesma casa, onde passava a maior parte do tempo estendido numa rede."

E por fim, passar o desafio pra outros 5 blogs.

Os indicados são:

O Terceiro Lado da Moeda
Segredos de Gaia
So Nice
Yishay Moreno
Solteiras Futebol Clube

Valeu!!!

Até mais e Boa Sorte aos indicados!

Comentem hein??? rs

Sábado, 28 de Junho de 2008

A poltrona, antes nova e confortável, lugar de conversas agradáveis e histórias encantadoras, jaz velha, rasgada e abandonada em algum canto do recinto. As aranhas se apoderaram das paredes acinzentadas e teceram suas infindáveis teias. Ali se alimentaram das idéias alucinantes e em suas teias pegajosas prenderam a brilhante mosca azul, tomando o vigor necessário para a reprodução, infestando o ambiente com suas pequenas.

Traças espalhadas pelas íngremes paredes corroem a motivação e o ânimo, e favorecem o clima de abandono, e a sensação de perda. A janela, por onde os ideais, opiniões e conceitos eram transmitidos e expressados - e que sempre fora muito visitada para aquela conversa informal e prazerosa do fim da tarde – nada mais é do que cacos espalhados ao chão, que se misturam às folhas secas das centenárias árvores, provedoras de sombra e frescor a cada entardecer.

Os raios de sol, antes vigor e motivação a cada novo dia, iluminam a mobília por entre as fendas das maltrapilhas janelas, trazendo luz ao que se quer, agora, encobrir.

Mudar é preciso, se torna necessário!

Que a cada amanhecer, o Sol nos banhe com tua infinda Luz, e que cada entardecer seja único, regado a maravilhosas conversações entre pessoas queridas à sombra e frescor das centenárias árvores, ao pé da minha janela.

Oh Sol da Justiça - de Luz, Vigor e Inspiração - ilumine os novos e incontáveis dias que nos esperam...

 
By Júlio Câmara and WP DESIGNER